A reinvenção da TV

Aceitemos ou não, mas a TV como conhecemos está se tornando a segunda tela.

O consumo não linear da TV já é uma realidade. Não temos mais o filme publicitário veiculado na TV como o ponto central de uma estratégia de marketing.

Os anunciantes migrarão suas verbas para criação, produção e distribuição de múltiplos conteúdos, em vez de permanecerem na publicidade tradicional. Ou seja, estamos falando de marketing de conteúdo, muito conectado às comunidades citadas anteriormente, cuja performance será otimizada por sofisticadas ferramentas de análise e compra programática de mídia.

O pagamento por veiculação entrará em declínio e surgirá uma nova forma de remuneração das TVs, baseada em performance, que hoje em dia ainda parece algo difícil de se estabelecer, mas que se aproximará do modelo existente no mundo digital. Aliás, a TV caminha para se integrar cada vez mais à internet, e esse parece ser o real caminho para a reinvenção da TV. Não é por acaso que os jovens nos EUA já assistem mais YouTube do que TV paga.

Alguns estudos apontam que a redução do número de veiculação de anúncios comerciais seria uma saída para o aumento do consumo da TV, mas como diz Dan Lovinger, VP de Vendas de Publicidade da NBC Universal nos USA, “a carga de anúncios não é o problema real, a verdadeira questão é que as pessoas não valorizam os anúncios que estão vendo.”

Mauro Segura

 

Tony Duarte

 

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